quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Atividade lúdica atrai Jovens Profissionais

Um grupo que integra o programa Jovens Profissionais do Saneamento experimentou
em Porto Alegre o potencial das atividades lúdicas como auxiliares nos processos de recrutamento de pessoal e de desenvolvimento de recursos humanos. O grupo jogou “Negócio Sustentável”, jogo de tabuleiro produzido pela Sinergia Consultores Associados, e pôde refletir sobre seu comportamento frente aos desafios da vida profissional. Habilidades como liderança, proatividade e flexibilidade foram postas à prova de forma divertida. Os jogadores vivenciaram as dificuldades de competir entre si e, ao mesmo tempo, zelar pelo objetivo comum de garantir que fatores como avanços tecnológicos, pleno emprego e preservação ambiental distribuam-se de forma equânime no mundo. O encontro foi coordenado por
Mônica Kalil Pires, da empresa gaúcha Mókpi.

Tabuleiro de negócios sustentáveis em pleno jogo

(Reportagem publicada no Jornal da ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, no dia 20/4/2011)








http://www.abes-dn.org.br/publicacoes/abesinfor/ABESInforma_N222.pdf

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A função do jogo em um treinamento

Treinamento para Jovens Profissionais do Saneamento, na ABES

Os jogos de empresa, além de trabalhar um conteúdo específico, também podem desenvolver habilidades. A integração de uma equipe, por exemplo, envolve uma meta comum, cumplicidade e compartilhamento de estratégias, tolerância, adaptação, capacidade de negociar, etc. Tudo isso pode entrar em um jogo que valorize o trabalho em grupo.
Muito mais do que distrair pessoas, o jogo faz o participante de um treinamento observar seus padrões comportamentais e rever suas práticas.
Para isso, o facilitador pode guiar-se pelo Ciclo de Aprendizagem Vivencial, explicado por Gramigna (1995). Através dele, depois do jogo propriamente dito, são explorados os sentimentos que foram mobilizados durante a atividade; a seguir, investiga-se o caminho que conduziu o participante ao resultado obtido; a próxima etapa é a abstração deste comportamento, verificando como ele se repete no ambiente de trabalho ou em outros momentos da vida “real”, fora do jogo; finalmente, o participante se pergunta como pode mudar seu comportamento para melhorar seus resultados.
Em época de inovação e valorização do ser humano, treinamentos com jogos são, mais do que uma tendência, uma mudança definitiva na forma de desenvolver pessoas, que se tornam “participantes” e não mais alunos passivos aos quais é transmitido o conhecimento.

Referência:
GRAMIGNA, Maria Rita Miranda. Jogos de empresa e técnicas vivenciais. São
Paulo: Makron Books, 1995.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Jogo X Trabalho

Jogo e trabalho até poucos anos tinham espaços e tempos bem distintos
na sociedade judaico-cristã ocidental; o trabalho era o domínio do sério,
organizado, metódico; o jogo pertencia ao domínio do lazer, da leveza, da
irresponsabilidade. Aos poucos, porém, com o trabalho se tornando cada vez
mais intelectual e cada vez menos braçal, estas duas esferas foram se
interpenetrando. E a mistura se mostrou vantajosa, porque o jogo lubrificou a
engrenagem de cérebros, o que resultou em mais trabalho (porque as pessoas
que gostam do que fazem não percebem que estão trabalhando) e maior
qualidade (porque acrescentou o gosto à tarefa).
Uma das vantagens da inclusão do jogo no ambiente de trabalho diz
respeito ao estranhamento e ao distanciamento proporcionado por ele. A
pessoa abandona sua realidade imediata e entra em um novo mundo, com
outros problemas e desafios. Ao retomar o problema real, volta enriquecida. No
jogo, a mente parece estar completamente absorvida com a nova tarefa, mas lá
dentro acontece algo que os especialistas em criatividade chamam de
maturação ou incubação de uma idéia. Na verdade, estamos dando tempo ao
cérebro para ele fazer a conexão entre coisas não evidentes.
Outro aspecto positivo do jogo, segundo Jane McGonigal, é a
possibilidade de errar, porque isso é um incentivo à melhoria. O jogador deve
sentir que não conseguiu “ainda”, mas na próxima rodada conseguirá corrigir o
seu erro. Na vida real, um erro pode ter conseqüências funestas, mas no jogo
experimentar o novo é possível, sem que o erro gere conseqüências maiores
do que perder o jogo.

Seleção de funcionários: da universidade para a empresa

Bom aluno, bom funcionário? Nem sempre. O desempenho acadêmico informa algumas coisas sobre uma pessoa, mas dois aspectos devem ser considerados, pelo menos: o conteúdo das disciplinas e o comportamento do aluno.
Embora o nome e a ementa das disciplinas de um curso deem pistas do que foi desenvolvido, eles não revelam a profundidade da abordagem nem o grau de exigência do professor, por exemplo. Seria necessário saber, também, se os conteúdos foram vistos de forma isolada ou se foram interligados, se serviram para compreender melhor a realidade, se partiram de problemas do cotidiano, etc. Afinal, uma empresa não quer um teórico, mas uma pessoa que saiba transformar e adaptar o conhecimento às necessidades do dia a dia.
Também as notas não revelam a postura do aluno diante do que foi visto. Criticidade e criatividade são características fundamentais para muitas carreiras, porque fazem com que a pessoa não seja passiva diante do conhecimento, que é um processo que não se completa com o diploma de algum curso. Por isso o aluno, durante sua formação, deve ser contaminado pelo vírus da curiosidade, da inquietação e do prazer pela busca do conhecimento.
Portanto, em uma seleção de emprego, conta mais perceber o comportamento da pessoa - a capacidade de procurar a resposta e de se relacionar com os outros participantes da equipe, por exemplo - do que o conhecimento estático sobre algum aspecto.